segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A vida deveria ser sempre um natal


É o meu primeiro natal aqui no blog, não poderia deixar de comentar sobre. Ao contrário de muita gente, sempre gostei do natal, sempre o achei de uma magia sem igual, mas ainda sonho com o natal perfeito, o que provavelmente eu nunca encontrarei: a família toda reunida, uma família grande, cada qual com um sorriso sincero e enorme no rosto, brilhando mais do que as estrelas que consigo ver quando me levanto da mesa farta e olho pela porta ou pela janela o céu iluminado e encantador. A noite sempre me trouxe uma paz que eu nunca encontrei no dia. Para os religiosos significa o nascimento de Jesus e o nascimento da esperança de uma vida ou um próximo ano melhor; para os sonhadores significa um dia repleto de carinho e abraços calorosos; para os festeiros de plantão significa muita comemoração, com direito á bebidas e uma noite que mais parece uma criança; para os adoradores do consumismo significa trocas e mais trocas de inúmeros presentes. Para mim, o natal significa a magia. A magia de quando éramos crianças e nos lembrávamos do famoso velhinho que vinha nos trazer presentes no seu trenó, lá do céu, vendo todas as casas, sabendo de todos os pedidos de todas as crianças e, quando estivéssemos dormindo, ele entraria pela chaminé e deixaria com todo cuidado e amor os presentes tão esperados, quando acordávamos nosso sorriso despertava junto, para mim o natal é isso, a pureza de uma criança e a inocência que devemos sempre ter e cultivar em nossos corações. Confesso que fico muito emotiva nessa data... Todos os dias deveríamos tratar uns aos outros como nos tratamos no espírito natalino, todos os dias deveríamos valorizar nossa família e nossos amigos, todos os dias deveríamos olhar pela janela e admirar a imensidão e beleza que o céu transmite, todos os dias deveríamos ter sorrisos como tínhamos na infância, todos os dias deveríamos abraçar quem amamos e carregar esse sentimento tão nobre e belo que é o amor. Ah! Quem dera se a vida fosse sempre um natal...

Feliz natal á todos os meus leitores, á quem acabou vindo por aqui por coincidência e deparou-se com esse texto, á todos que percorrem esse blog e minhas palavras, feliz natal e uma vida feliz. Abraço, saúde e muito amor!


domingo, 8 de dezembro de 2013

Nós dissemos adeus


Perdi você para ganhar inspiração; isso mostra que o meu amor não foi em vão. Agora, você será apenas mais uma pessoa que precisou partir, que eu fiz partir, que quis partir. Por hora, você é parte da minha fonte inesgotável de inspiração, deixou de ser real e concreto para se tornar minha escrita, minhas palavras; é uma saudade que eu vou lembrar para sempre. Não sei porque pessoas destinadas a não permanecer ao nosso lado precisam entrar na nossa vida: tudo fica bagunçado. No momento é quase impossível não sentir um vazio agudo e, sobretudo, uma tristeza profunda, mas eu tenho certeza que isso passará, não há espaço em meu coração para amores vãos: deixa que se vá. Repito agora todas as noites antes de dormir e todos os dias quando acordo: farei de tudo para ser feliz porque eu mereço. A coisa mais triste do mundo é quando mendiga-se o sentimento mais nobre que existe: isso nunca aconteceu comigo. Eu aprendi a lidar com perdas desde muito cedo, não é a sua que vai me dilacerar, apesar do coração estar doendo nesse momento, deixa a saudade onde está. Pela primeira vez aprendi a colocar um ponto final, ele dói menos que reticências.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mundo mágico


Fui salva pelas palavras. Essa frase resume bem o que sinto. Fui salva pela literatura, pela escrita, pelo mundo mágico que as palavras podem construir para nós. Fui salva pela viagem que a minha mente percorre quando eu percorro com os meus olhos as páginas e letras e histórias de cada livro. Quando tudo parecia perdido, quando tive os piores momentos da minha vida, precisei encontrar algo que me motivasse. Me ergui pela arte, me ergui com a ajuda da escrita e da leitura, e mesmo tendo o conhecimento de tantas palavras, ainda me faltam muitas para todo o agradecimento que tenho por elas. Eu sinto que tenho uma porção de histórias para contar, tenho muito o que dizer. Em um dia, eu tinha uma vida da qual poderia definir como perfeita, no outro, tudo me foi tirado tão bruscamente que até hoje tento me recuperar dessa rasteira da vida. Escrevo para não enlouquecer. Escrevo para viver. Escrevo porque me faz feliz. Escrever não é tão fácil quanto parece e se pensa, precisamos lidar com a dor, a saudade, o coração partido, até a felicidade pode ser difícil de descrever. Esse ato é muito mais do que juntar palavras, é passar uma mensagem com elas, é tocar a si e aos outros, é contar a sua história por meio do seu jeito ou de outras histórias. A partir do momento em que nos encontramos, em que renascemos para a vida com a ajuda de algo, tudo fica muito mais bonito e colorido, nosso céu fica mais azul, nossa poesia mais clara e nosso mundo fica mais cheio de amor.

 

domingo, 17 de novembro de 2013

Tarde de domingo


Nenhum romance me completou; até hoje nenhuma amizade me amparou. Tenho um sentimento de solidão que não cabe dentro de mim. Eu estou tentando descobrir continuamente quem sou, o que quero, quem serei, mas nada sei. Só o que sei é que tenho aquele mesmo sentimento do qual achei que nos meus quinze anos era natural, mas que passaria: não passou. Não sei o que é certo e o que é errado quando se trata do que sentimos, sei que me sinto só, e não é um só da falta de um amor ou o vazio de uma amizade da qual passou-se o tempo, é um vazio que mais parece um abismo: não tem fim. Eu não deveria sentir-me completa e feliz ao lado das pessoas que eu amo e que sei que me amam? Essa solidão não deveria ir embora? Eu não deveria sentir-me protegida e amparada? Talvez o meu problema seja questionar demais a vida e o que sinto; talvez a vida seja feita pra viver mais e pensar menos. De qualquer forma, nessa tarde de domingo, esse pensamento veio me assolar, e assombrar. Tenho um nó na garganta, um vazio dentro de mim que escorre pelo rosto e uma esperança de que um dia isso tudo passará.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Você pode ficar na minha memória


Olho para você e imediatamente me remeto ao passado, em um tempo que parece tão distante, tão longe, um tempo que preciso resgatar do fundo da memória para ter certeza de que foi real. Naquele tempo, teu olhar era tudo e somente o que me importava; a delicadeza com que você segurava as minhas mãos bastava; o som das nossas risadas misturando-se nos dias frios e úmidos era o suficiente para aquecer meu coração. Hoje me pergunto: para onde foi aquele sentimento? O que aconteceu nesse meio tempo, nesse contratempo para que o amor tenha ido embora? Não sei em qual hora, em qual dia ou em qual momento deixei de sentir tudo o que sentia por você: as mãos trêmulas, o coração disparado, um pensamento todo dia, uma vontade sempre. Para onde o amor vai quando se desfaz? E por que sobra esse vazio permanente, insistente e insolente, esse espaço vago que não pode ser preenchido da mesma maneira que foi? E nunca será, porque nenhuma história é igual. Não é triste gostar tanto de alguém e, de repente, não sentir mais nada por essa pessoa? Olhar para ela e enxergar um quadro que já foi pintado mas, a tinta saiu com o tempo, e agora por mais que você possa pintar novamente, nunca será igual da primeira vez? Se me prendo á você ainda é porque me prendo ao passado, é porque não consigo entender para onde foi tudo o que cabia dentro do peito, e agora sem jeito, preciso confessar: talvez exista espaço para você na minha memória, mas o amor foi embora, agora cada um precisa seguir em paz.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A simplicidade do amor

Amar exige coragem
É alegria
No dia-a-dia
É contentamento
Sem mentiras
Amar exige ousadia
Espanta a tristeza
Não existe rotina
Amar é adrenalina
Enche de amor
A retina.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ser feliz não custa caro



Aos poucos, com o tempo, tenho percebido que preciso de muito pouco para ser feliz, e torço para que os que estão em minha volta ou mesmo fora dela, percebam como é simples ser feliz e como podemos ser mais felizes se formos simples. Pode parecer clichê - como se a vida não fosse repleta deles! - mas o que além de boas companhias, amizades saudáveis e agradáveis, romances sinceros, uma família unida, coração sereno, saber lidar com partidas e um foco na vida, o que além disso precisamos para realização completa? O carro da última geração? O melhor tablet? O último celular que daqui a pouco vai ser quase uma relíquia? Pilhas e mais pilhas de dinheiro? Tudo bem, sem hipocrisia, dinheiro é importante e todos precisam. Precisamos de dinheiro para comer, precisamos de dinheiro para quando ficarmos doente, precisamos de dinheiro para comprar um - não precisa ser o melhor - presente para alguém especial, até uma rosa pode custar alguns reais; precisamos de dinheiro para vez em quando fazer uma viagem, adquirir e conhecer outras culturas, realizar alguns sonhos de infância, mas por favor, nada de extraordinário. O problema é que hoje em dia mais vale um status e quanto você carrega na carteira ou no banco do que quem você tem á sua volta e quais são os seus valores. Aliás, quanto custa seus valores? Até onde você os tem? Ninguém consegue entender a importância das coisas simples, o valor de uma amizade, a delicadeza e importância de um romance, um ato nobre. Me pego pensando que, infelizmente, não será agora que irão perceber, e a tendência é só piorar, vejo por todos os lados cada vez mais interesse no desnecessário e falta de personalidade para assumir que é fácil ser feliz, mas é difícil não querer ser notado, mesmo sabendo que um dia, isso terá sido em vão. Torço para que percebam que estar com quem se ama, em qualquer lugar bacana, é muito melhor do que o que se vai. É muito melhor ser do que ter. É indispensável ser feliz: e não custa caro.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Reflexo de paz


Sempre ouvi falar que quando se tem quinze anos ou dezoito, tudo parece o fim do mundo, qualquer problema parece ser grande demais para ir embora, e de repente você acha que a sua vida está sem sentido, sem direção, e parece que os problemas não tem fim. Com o tempo, fui percebendo que nada é tão oito ou oitenta, nem sempre as coisas são á ferro e fogo, na grande maioria das vezes tudo é muito simples e fácil de se entender, nós só precisamos buscar ajuda, seja com a família, os amigos, ou até mesmo com profissionais nessa área, os famosos psicólogos, os que recebem para nos ouvir. A verdade é que eu percebi que preciso me encontrar sempre em primeiro lugar, me entender, saber quem eu sou e o que quero de fato, para só depois, então, poder ter amizades saudáveis, romances saudáveis, um convívio saudável. Como nós poderemos tratar o próximo melhor se não nos tratamos bem? Se não nos damos a atenção e o cuidado necessário? Como poderemos pensar no outro primeiro sem nem pensar direito em nós? Medos, receios, traumas, passado... É claro que isso tudo incomoda, atormenta, perturba, e algumas marcas ficarão para sempre conosco, faz parte da nossa história, eu tenho uma história, e ela é cheia de momentos bons, e tem os momentos ruins também, mas eu preciso fazer um dos dois prevalecer, eu tenho o poder de escolher ser uma pessoa triste ou feliz. Por sorte eu tive essa consciência e fui atrás. Hoje posso me olhar no espelho e começar a me descrever, sem olhar como se estivesse me olhando com doze anos, menos ou mais, qualquer idade que tenha me marcado, hoje eu posso me olhar e saber que eu tenho dezoito anos e estou começando a minha história, embora ela tenha começado desde que eu nasci, hoje posso dizer que meu coração bate mais tranquilo, começo a me reconhecer. Cedo ou tarde percebemos que algumas pessoas precisam ir embora da nossa vida, elas nos ensinaram uma porção de coisas, e nós ensinamos outra quantidade para elas, são os ensinamentos da vida, são as trocas entre as pessoas, mas algumas vezes elas precisam seguir um outro caminho, e eu preciso seguir o meu. Não ficarei mais remoendo o que já passou, alimentando mágoas e rancor, hoje estou de bem comigo, uma sensação de começo de paz e recomeço de vida e alma. Acredite, nada pode nos fazer tão bem quanto o nosso reflexo interior no espelho e um sorriso verdadeiro com a sensação de que a vida pode ser meio doce e meio amarga, mas nós podemos lembrar que em breve a doçura será maior que qualquer amargura. Viva bem, viva feliz, viva sorrindo na rua olhando a lua, viva de bem com você!



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Como desfazer o nó?


Aflição: Uma palavrinha pequena capaz de estragar o dia de alguém. Ando acordando todos os dias assim, com uma aflição, uma angústia no peito e uma tristeza que não sei explicar, talvez saiba, mas não quero. Sou uma dessas pessoas sensíveis demais, que se importam demais com o que já passou, com os amigos antigos, com os dias que já me trouxeram muita felicidade, com o passado no geral. Não vejo benefício em ser assim, só os sensíveis e apegados ao passado sabem como é duro e terrível ir dormir todos os dias pensando no que se perdeu, nas pessoas que se foram por escolha ou destino, nas alegrias que já foram, nas paixões antigas, na vida que poderia ter tomado inúmeros caminhos diferentes... É como se eu tivesse um nó na garganta que ninguém e nada consegue desfazê-lo. Em algumas horas do dia até me sinto bem, tento me ocupar o máximo que posso, mas cedo ou tarde os pensamentos começam a vir sorrateiramente, um por um, até tomar conta da minha mente e me deixar com um pesar sem fim. É um choro preso e ao mesmo tempo solto, é a volta ao passado e a aterrissagem no presente, é imaginar o futuro, é lembrar o tempo todo do que já se foi e não volta, é não saber viver plenamente o presente. Preciso encontrar uma solução, preciso me livrar de todos esses sentimentos ruins, de todas essas coisas que me sufocam e me deixam triste, sem conseguir aproveitar os dias, sem deixar o meu mundo mais bonito e enfeitado. Espero que tudo isso vá embora o mais rápido possível, assim como uma tempestade quando o vento leva para longe, espero poder acordar em paz outra vez, sem angústia, sem aflição, sem choro preso ou solto, apenas acordar feliz, agradecendo por mais um dia e vivendo da melhor forma possível.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Começamos de dentro para o mundo


Família... Palavra bonita. Sinônimo de amor, carinho, afeto, compreensão, ajuda e bom convívio. Infelizmente na grande maioria das vezes é só sinônimo, a prática é outra. Já pensei em me isolar do mundo, já me isolei no meu mundo algumas vezes, mas o mundo sempre bateu á minha porta pedindo para entrar, mandando eu ir conhecê-lo, vivê-lo. Digo e repito quantas vezes forem necessárias: Nunca entenderei como uma família pode não honrar o nome e o significado que carrega. Ligamos a televisão, lemos nos jornais e na internet, tantos males acontecem nas famílias, tantas desgraças e coisas desagradáveis, tanto ou mais quanto acontecem nas ruas com desconhecidos. O nosso primeiro contato com o mundo lá fora é justamente aqui dentro, dentro da nossa casa com a nossa família, então se não temos um convívio bom, se não existem bons exemplos, como poderemos ter um conceito de doçura do mundo lá fora? Como poderemos ser sonhadores? Como nos daremos o direito de acreditar que com outras pessoas a nossa vida será melhor se, com a família, as situações já são complicadas? Sei que na maioria das vezes, quando precisarmos, eles estarão lá por nós, naqueles momentos difíceis, mas me pergunto: E os outros?! Todos os outros momentos não são válidos? Eles podem nos dar péssimos exemplos, podemos escutar brigas diárias, podemos viver sob certos fingimentos para naquela hora difícil tudo ser esquecido? Esqueceremos? Não sei. Nosso caráter forma-se dentro de uma casa com desconhecidos até então, e é eles que nos ajudarão a ver o mundo de certa forma até termos independência para isso, por isso peço para os pais, para os futuros pais e para todos que tem compaixão dentro de seus corações: Por favor, mais doçura! Por favor, mais carinho e amor! Por favor, mais honra ao significado que a palavra família, na qual você estará condenado para sempre, contém: Mais honra com os sentimentos bons que ajudará na forma como você, eu e todos os membros de todas as famílias veremos o mundo. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Somewhere over the rainbow


Em algum lugar deve haver uma cidade onde exista só poetas, escritores e músicos. Poetas poetizando a vida, enfeitando o mundo; escritores criando vidas que não puderam viver; músicos cantando o que todos queremos dizer. Em algum lugar deve haver uma cidade onde quem mentir, será preso, quem enganar, será condenado, quem trair a confiança de alguém, será extirpado. Sem preocupações, cobranças, horários, pressa, falta de tempo, relógio, sem nada. Um lugar onde as pessoas tenham tempo para abraçar, para olhar nos olhos de um amigo e dizer: Bom dia, que o seu dia seja repleto de coisas boas. E não parecer louco. E não desejar isso só em datas de aniversário. E não esquecer que todos os dias estamos de aniversário, estamos vivos! Parar na frente de um desconhecido e ajudá-lo a carregar as compras, trocar meia dúzia de palavras, formar uma amizade, por que não? E não parecer louco. E parecer normal, porque somos pessoas, porque precisamos nos conhecer. Em algum lugar deve haver uma cidade em que não exista brigas diárias, calendário cheio de compromissos, lágrimas e falta de sorriso. Em algum lugar deve haver uma cidade em que ser gente e tratar as pessoas como pessoas não pareça louco, pareça natural; em que ajudar alguém jamais será para obter algo em troca; em que te desejem coisas boas todos os dias, livre de inveja, traições, mentiras e desonestidade. Em algum lugar deve existir uma cidade onde o ser humano seja humano. Como diria uma música um tanto quanto especial para mim: Somewhere over the rainbow.


domingo, 11 de agosto de 2013

Eu sinto vazios


Sinto um vazio no peito, é desolador como nada que faço adianta para lhe dar adeus, e ele grita, impede, implora: Me escute. Eu não o escuto, oras, quem quer escutar o eco dos próprios pensamentos? Eles me enlouquecem, me deixam á beira da insônia, precipício de uma noite mal dormida, e doída. Alguma coisa no meu peito está cheio, cheio de nada, cheio de traças de um passado que não faz mais parte, que partiu ao meio, foi embora para algum lugar distante, antes que eu pudesse obrigá-lo a ficar. Não quero enlouquecer, não quero não ter o controle sobre o que penso, sobre o que vem á tona quando deito a cabeça no travesseiro e choro baixinho: Dói, dói, dói. Mas dói o quê?! Não sei dizer, são essas cicatrizes da minha história, quando tento esquecê-las de alguma forma, tentando fazer algo á respeito para deixá-las de lado, é em vão: Eu sinto vazios no meu peito, e estou cheia deles.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lembranças que preciso esquecer


Esquecer. Esqueceu. Esqueci. Esquecemos. Ainda teimo em parar na frente do espelho e conversar com meu reflexo, ainda insisto em tentar descobrir porque aparentemente as pessoas são tão descartáveis e substituíveis umas para as outras, não deveria ser o contrário? Nós não deveríamos correr atrás das pessoas que estão na nossa vida? E elas não deveriam correr atrás de nós? Não, com certeza não, não deveríamos correr atrás delas, e nem elas atrás de nós, porque deveríamos andar todos lado a lado, creio que esse é o maior problema. É triste e doído quando precisamos faxinar a memória, recolher fotografias antigas já caídas no chão do esquecimento e colocá-las nas lembranças, não é um processo fácil e rápido de fazer: Durante ele, relembramos tantos momentos, tantas felicidades, tantos e tantos sentimentos misturados e simplesmente deixados de lado, não lado a lado, lado oposto, sempre oposto: Não há mais posto para nós. Nós, que sempre fomos juntos descobrir a vida, nós que prometemos não ser como os demais, nós que dissemos que seríamos diferentes, nós que não somos mais. Decidi que seria como todos os outros: Fiz cartazes e espalhei pela casa, em cada canto há um "esqueça" pregado, amarrado ou costurado, sempre tento pegar essa pequena e dolorosa palavrinha e colocá-la na mente de vez, trancá-la á sete chaves, costurá-la á mim como Peter Pan costura sua sombra, mas houve um erro: Esqueci que deveria esquecer quem me esqueceu. E agora, Romeu que não esqueceu Julieta, e agora, você que vive de sombras da sua memória, e agora, eu peço que me conte, como esquecer se esqueci: Como se esquece o que é importante?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sou o que a vida é: Sou momentos


As mais belas lembranças pairam de repente á frente dos meus olhos, onde olho-os no espelho, observando cada esconderijo que eles possuem, labirintos de histórias que já deram lugar á memórias. Sinto-me estranha ao pensar que ao decorrer do dia acumulamos o que vivemos, momentos que temos que passar para mais tarde relembrar com um sorriso, uma lágrima, uma mágoa ou felicidade. Ao continuar me olhando no espelho e estudando cada centímetro dos meus olhos que, nesse momento, encheram-se de água, não sei decidir se sou feliz ou triste. Acho que quem se define não se conhece, porque nós mudamos diante de acontecimentos variáveis. Eu sou o que sou agora, e agora não sei dizer o quê. Daqui a pouco poderei transbordar sorrisos e, logo mais, inundar de tristeza. Escrevendo agora, percebo que sou o que a vida é: Sou momentos. 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Até tu, Brutus?!


Você já teve um amigo que achou e jurou que a amizade seria para sempre? Já teve a gafe de jurar amizade eterna e acordar decepcionado no outro dia? Você já passou por uma desilusão de amizade? Pois é, eu também. Um dia você tem aquela amizade, aquela pessoa que até então prometeu estar com você para o que der e vier, diz que você é uma das pessoas mais importantes da vida dela, faz planos com você, troca conselhos, divide segredos e o peso do mundo, torna a vida mais fácil e dispõe mais razão para nós querermos viver, achando até a vida mais bonita. Aquela pessoa é a sua base, uma das únicas, ou talvez a única, que te faz ter esperança quando você está em uma situação difícil, ela te levanta, te estende as duas mãos, oferece o ombro para quando a tristeza bater, te abraça quando você se sente incompreendido, mesmo sabendo que ela te compreende, e diz que vai ficar tudo bem. Colo de amigo parece colo de mãe. O problema é quando o mundo gira para o lado oposto do que você estava acostumado, o pior é quando aquela amizade querida e amada torna-se pó, torna-se nada, e você não sabe se sente dor, tristeza, mágoa ou raiva. De repente, durmo achando que não passa de um pesadelo, acordo tendo certeza de que estou vivendo-o. Como é que de uma hora para outra um amigo torna-se um desconhecido completo? Para quem você vai contar os seus segredos e trocar conselhos? Quem é que vai te acalmar quando o mundo não te entender? Quem é que vai gargalhar com você, especialmente por uma coisa tão insignificante mas que, para vocês, tem todo o significado por trás? Como é que você vai continuar acreditando nas pessoas, depositando sua fé e confiança quando uma amizade de anos e, aparentemente tão inquebrável, tornou-se cacos espalhados no chão? Como é que você vai conseguir caminhar nesse chão sem pisar nos cacos? Sem doer a sola dos seus pés? Você perde a sua base e a sua fé. Descrença. Não compreendo, e pretendo não compreender jamais, não quero fazer parte desse grupo de pessoas que joga amizades importantes no lixo da memória, no esquecimento, em um canto qualquer. Não quero fazer parte dessas pessoas que magoam, prometem e não cumprem, juram em vão, cortam laços e transformam em nós, nos sufocando com tamanha decepção. Eu sempre valorizei minhas amizades, sempre achei que a amizade é um dos maiores presentes que se possa adquirir nessa vida. E agora, o que eu faço quando precisar rir com você? Para onde eu corro quando precisar dividir meus medos e receios? Com quem eu compartilho os meus segredos? Em quem eu vou acreditar outra vez? Essas amizades "inseparáveis" é que machucam no final.


domingo, 4 de agosto de 2013

Hoje foi um dia cinza


Hoje não foi um dia bom. Não gosto de dizer que não foi um dia bom, não gosto dos sentimentos que tenho ao ler essa frase mas, preciso ser franca. Hoje foi um dia cinza, nublado, sem uma parcela de sol atrás das nuvens, foi escuro, e empoeirado. Hoje foi um daqueles dias que você não sabe porque ele existiu, preferia ficar na cama até as vinte e quatro horas acabar. Foi um daqueles dias que parece que tudo está em conspiração contra você, nada tende a funcionar, ninguém te dá um sorriso de graça. Hoje foi um dia que, se vendessem sorrisos, eu seria a primeira a comprar, e se vendessem abraços, também. Qual é a casa mais aconchegante que um abraço? Qual é o melhor alimento se não o amor? Hoje não foi um dia bom, mas não importa o quanto o meu dia seja escuro, sem raios solares e a imensidão do céu azul claro, eu sempre terei o meu cantinho aqui para desabafar, eu sempre poderei enfeitar os meus dias com palavras doces, sinceras, sonhadoras. Não importa o quanto o meu e o seu dia sejam ruins, nós sempre teremos a magia das palavras que confortam.


sábado, 3 de agosto de 2013

Eu morri por causa das flores


Eu morri de amores, me atiraram flores, acertou bem no coração. Lembro-me de ter caído no chão, mas parecia mais o céu, tudo isso ocorreu com o estopim da tua delicadeza que eu não suportei. Tuas palavras ecoando nos cantos da minha memória, o jeito que você conduzia uma dança e parava o salão inteiro, parecia um filme de romance. Eu respirei, suspirei e, por fim, contei até três, tentando não parecer aquelas pessoas que quando estão felizes, temem, achando que no segundo seguinte tudo acabará. Tudo bem, não deu certo, você me deu tudo o que eu sempre quis, e eu percebi que não era o que eu queria, era o que eu achava que queria. Ou será que de fato, não suportei a felicidade? Não importa agora, ainda sinto a batida das pétalas ecoando bem no coração, os segundos que esse ato perdurou pareceram anos. Foi um jeito bonito de partir da sua vida, assim, tão enfeitado, deixando uma lembrança bonita, exatamente igual as flores que você me atirou.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Seja paz em meio á guerra: Seja sorrisos


Torne a vida das pessoas ao seu redor, e as que não estão também, mais bonita: Sorria mais. Mostre que as vezes, para um dia valer a pena, basta preenche-lo com pequenos gestos, gestos esses que foram esquecidos e trocados pela pressa do dia-a-dia, pela falta de amor com o próximo, pela falta de compreensão. A solução é tão simples, está diante dos nossos olhos e mesmo assim a humanidade só caminha para o seu declínio. Digo e repito, para que talvez entre em algum ouvido que esteja disposto a me ouvir: Sorria mais. Guarde como lema de vida, assim nunca esquecerá. Em meio ao caos, em meio á guerra, em meio á tudo, seja inteiro, seja paz: Sorria sempre. Isso não está comparado com esconder a sua dor, ou sorrir na frente dos outros e sentir-se triste ao ficar sozinho, está comparado com você enfeitar o dia da outra pessoa com um sorriso que fará ela feliz e, consequentemente, fará você feliz com o sorriso em retorno. Se ela não mostrar os dentes, não tem problema, pelo menos você está fazendo a sua parte, colorindo de lápis de cor o mundo preto e branco dela. Seja paz em meio á guerra, seja flor quando tudo for horror, seja música quando não sobrar mais nada: Seja sorrisos na vida de alguém. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Notas para não esquecer o que dizer quando der adeus à você


Memórias que o tempo não apagou. Rabiscos que eu não terminei. Flores que deixei murchar. Amigos que não visitei. Amores perderam-se desde então. Paixões que não foram reveladas. Cartas rasgadas em cima da mesa. Eu me despeço e peço para que o seu passado não me esqueça. Livros jogados no chão. Pedaços daquele verão. Papéis desenhados com aquarela. Céu aberto em mar revolto. Abraços que eu supliquei. A paz que você me roubou. Risadas que pareciam não acabar. Choros que não tinham fim. Madrugada volúvel aqui. Datas guardadas no bidê. Filmes que me lembravam você. A tevê que não para de passar comédias românticas pra me atormentar. O beijo que eu guardei. O toque das mãos que me fez tremer. A angústia que eu suspirei. A despedida que fui obrigada a fazer. A decepção de não conhecer mais você.

Adeus, memórias
Adeus, você.

A falta de romantismo me assusta


Á moda antiga: escrever cartas, recitar juras de amor, dizer absolutamente tudo com apenas um olhar, transparecer como você se sente com um toque na mão da outra pessoa. Beijos? Quase proibido. Talvez na bochecha, e olhe lá. Expectativa alta. Talvez um abraço rápido, mas que nesse segundo tudo se esclareça e pareça o que realmente é. Sexo? Só depois do casamento. O que vinha em primeiro lugar era sempre o sentimento, o simples ato de estar com aquela pessoa aonde quer que seja. Hoje em dia não há mais nada disso, quem é que escreve carta além do moço (ou moça) que está te cobrando conta de telefone, água, luz, dentre outros? Quem é que te faz juras de amor e te olha do modo mais profundo e revelador? Quem é que toca a sua mão, e você percebe a transparência do sentimento do outro? Beijos na bochecha? Extintos. Hoje se você não ficar com pelo menos uma pessoa que você talvez só veja uma vez na vida em uma festa, a festa não valerá a pena. Ou tem os que beijam mais de cinco bocas em uma noite, como se fosse te fazer uma pessoa melhor, pelo contrário, você não sabe o que é o amor. Sexo em qualquer idade, e foi-se o tempo dos casamentos, casar é para gente burra e que vive nos "tempos de outrora". Abraços? Não, são substituídos por vulgaridade e desilusões. Sentimento? Quase ninguém mais tem de verdade. E hoje, para um namoro ser válido, no mínimo o status do Facebook precisa ser alterado. Mudando um pouco a frase de Renato Russo: O que aconteceu com o amor, alguém me explica, por favor? Namoros não duram mais de alguns poucos meses, uma parcela querendo namorar no inverno e terminar no verão para mais tarde curtir o carnaval sozinho, cometendo o que chamam de "diversão" mas, para mim, não passa de um vazio gigantesco, uma vontade de ser livre, mas você quer liberdade maior do que ter um sentimento especial e único por alguém? Lamento, meu amigo, essa conversa fiada de "aproveitar a vida" não é comigo, não serve para os meus ouvidos, não consigo imaginar um jeito melhor de aproveitar a vida do que encontrar um grande amor, á moda antiga. Cartas trocadas, olhares apaixonados, um toque de mãos. As pessoas tem sido cada vez mais sozinhas e não percebem o que lhes falta de fato. A falta de romantismo hoje em dia me assusta.

domingo, 28 de julho de 2013

Amor e Inocência


Preciso falar e compartilhar sobre um filme que assisti hoje e mexeu muito comigo.
Vamos á sinopse:

"O filme tenta reproduzir a biografia da escritora Jane Austen, e retrata o suposto romance de Jane com Thomas Lefroy, um advogado que fora obrigado por seu tio a ir passar um tempo com seus parentes. Com má fama, Lefroy conquista Jane, e Jane o conquista com seu jeito diferente de ser e de pensar. Após uma tentativa de casamento, uma carta estraga todos os planos que Jane e Thomas tinham, e Jane aceita o pedido de casamento de um jovem. O romance teria inspirado a obra Orgulho e Preconceito o mais renomado romance da autora."

Além de contar com um elenco maravilhoso, como Anne Hathaway e James McAvoy, que deu vida á parte da história de Jane Austen, o filme chamou a minha atenção pelo fato de ser de uma data antiga, retratando os costumes e modos de antigamente, isso sempre despertou um interesse em mim. E quanto ao envolvimento de Jane com o Tom, é incrível, especialmente por eles serem tão diferentes. Ela, uma jovem escritora, cuja família está no declínio financeiro e precisam casá-la urgentemente, e ele, sobrinho de juiz, mas sem dinheiro também, e que só quer saber de mulheres, cuja reputação ficou comprometida. Entre tantos prós e contras, Jane e Tom se apaixonam, um amor cheio de dificuldades e obstáculos, onde eles estão dispostos a enfrentar, e onde, Jane decide abrir mão da sua felicidade com Tom por certos motivos. Um filme ótimo, um amor incrível - com trocas de olhares que revelam absolutamente tudo, assim como o toque das mãos de um para outro, mostrando um amor sincero e puro -, uma história com o final... Triste? Feliz? Digno? Inaceitável? Aí você escolhe. Se não assistiu esse filme, ou se pensa que não irá gostar por ser de época, acredite, ele é irresistível, e cada minuto vale a pena.

Trailer do filme para despertar mais o seu interesse:



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Passado


A cadeira fora do lugar, risadas ecoando nas paredes que não são mais aquelas paredes, o som das nossas vozes se misturando e o tilintar das taças comemorando mais um ano novo. Um passeio pelo bairro, uma volta na pracinha, brincar de casinha e voltar á infância quando quiser, porque se estava nela. Desenhos animados, pintar o sete - todo rabiscado -, sorrir sem medo de ser feliz, porque se era. Preocupações (o que é isso?) sonhos (quando crescer serei isso, ou aquilo) e no final uma simples brincadeira onde voltávamos imundos para casa resolvia os pensamentos do futuro. Mistura de sentimentos. Nostalgia. Aflição. Medo. Ser feliz (o que é isso?), sonhos (guardamos para mais tarde), não voltamos mais imundos para casa porque já estamos imundos, imundos do mundo. Acredito que tudo seria mais fácil se parte do que éramos continuasse fazendo parte do que somos, acredito que a nossa essência não deveria se perder com o tempo. Nesse exato momento, nessa madrugada solitária - sim, solitária para mim que estou recordando o passado, que estou mexendo em feridas antigas, sonhos antigos, amizades antigas, amores antigos, uma vida antiga-, sinto-me uma bagunça entre o que eu era e o que me tornei, o que perdi de quem eu era e o que ganhei do que sou, um conflito entre quem sou eu e quem eu era, quem eu serei ou será que serei apenas quem sou? Filósofos questionam a vida, serei eu uma filosofa ou apenas alguém comum que tira o baú de fotografias antigas que a memória revelou e guardou no fundo para olhar sempre que a saudade bater? Ah, vida... As vezes sinto como se eu tivesse oitenta anos, sinto o peso do mundo nas minhas costas, e para ser sincera, sempre me senti assim, como se a minha alma não correspondesse á idade que eu tenho, e até onde isso é bom? Até onde é bom não ser compreendida? A madrugada recém começou, mas meu re(lembrar) sempre começa e nunca termina. A vida segue, o que foi bonito fica na memória, assim como o que não foi também, a vida é sempre para frente, mesmo que a bagagem se encontre lá atrás.

Música de qualidade

Toni Ferreira. Se você ainda não ouviu falar nesse nome, pode ter certeza que ouvirá muitas vezes. Toni Ferreira é um cantor de 27 anos, desde a adolescência ele compõe e canta em bares paulistanos. Ele foi morar no Rio de Janeiro há alguns anos com a amiga Maria Gadú. Quando voltou para São Paulo, no ano passado, Toni recebeu um convite da Universal Music para gravar, e desde então empenhou-se e dedicou-se á seu disco que leva seu nome na capa. O disco traz uma sonoridade maravilhosa, são gravações um tanto minimalistas, que valorizam o bom vocal sem instrumentos em excesso. Na grande maioria das vezes ele é comparado com o Cazuza, basta escutar a voz dele e fechar os olhos que logo você imagina Cazuza cantando as músicas, mas não devemos esquecer que apesar dessa comparação ser uma honra, devemos valorizar o Toni como ele é, com a voz que ele tem e o talento que sempre teve, independente de quem ele lembra ou não. Se você ainda não o conhece, vou deixar alguns links onde ele canta, desfrute dessa voz maravilhosa e desse talento incrível, desejo muito sucesso á Toni Ferreira.




quinta-feira, 25 de julho de 2013

Decepções


Difícil tocar em uma ferida, imagine em várias ao mesmo tempo? Essa é uma das definições que eu tenho quando penso na palavra "decepção". Você passa muito tempo pensando só no que te feriu atualmente, mas depois vai recordando de todos que te magoaram de alguma forma, e vai acumulando pensamentos ruins, uma visão feia e desajeitada do mundo, uma forma diferente de encarar o outro, uma descrença nas pessoas ao seu redor e qualquer outra, uma falta de confiança que você nunca sentiu antes até o momento. É complicado recuperar-se de um golpe desses, especialmente das pessoas mais próximas que nos cercam, que convivem conosco, que sabem quais são os nossos segredos, as nossas fraquezas e os nossos problemas, e você faz o que um ser humano normal faria, deposita a sua fé e a sua confiança naquela pessoa, e sabe o que ela faz? Joga tudo pela janela. Cedo ou tarde ela te magoa, e eu entendo que não somos perfeitos, e seria até chato se fôssemos, mas o que me incomoda nisso tudo é o fato de que acham que um pedido de desculpas resolve tudo, e erram de novo, e pedem mais desculpas, e assim torna-se um ciclo vicioso, porque hoje em dia é muito fácil errar e desculpar-se, difícil mesmo é correr atrás, é demonstrar que se importa, é dar valor ás pessoas e mantê-las ao seu lado, quase ninguém mais tem essa coragem e audácia.
Sinto-me deslocada. Simplesmente não consigo ver qual é a dificuldade em você ser bom com as pessoas, evitar ao máximo mágoas e tristeza, é tão melhor fazer o outro sorrir do que deixar marcas e traumas na vida daquela pessoa, mas parece que na prática não funciona bem assim. Carregamos uma vida nas costas, e ao longo dela acumulamos inúmeras decepções, quando pensamos que já temos uma certa experiência no assunto, que nos fará mais espertos ao invés de cair em armadilhas, eis que a vida te prega outra peça e mostra que não existe idade para passar por esse tipo de situação. Não sei como lidar direito com esse tipo de coisa, é por isso que escrevo, preciso me livrar dessa angústia, preciso aceitar que o mundo não é um filme de comédia romântica ou uma comédia qualquer, preciso entender que as pessoas são assim, e cedo ou tarde elas vão me magoar, vão me decepcionar e vão deixar marcas e traumas em mim, e eu irei carregar eles futuramente ou tentar me livrar de algum jeito, eu preciso aceitar e entender tantas coisas, mas eu simplesmente não consigo, não entendo porque machucar alguém parece ser mais fácil do que fazer o bem.


terça-feira, 23 de julho de 2013

O mundo precisa de...

Amor. Confiança. Paz. Sinceridade. Honestidade. Amizade. Abraços. O mundo precisa de uma série de coisas, mas não devemos nos assustar sem saber por onde começar, basta começar dentro da nossa casa, ao redor dos nossos amigos, espalhando amor e carinho. Eu sempre fui o tipo de pessoa que acreditava fielmente no que as outras pessoas me diziam, porque se eu sou sincera, o mínimo que eu espero do próximo é que seja sincero comigo também, mas aí eu cresci e vi que as coisas não funcionam bem assim... Acho que o problema principal é que todo mundo reclama do mundo, mas a maioria não faz nada para mudar. Eu estou reclamando, mas estou fazendo a minha parte, apesar de ultimamente ter tomado vários choques de realidade, eu continuo com uma coisa chamada esperança, quem sabe um dia não dá certo? Metade de mim continua com essa inocência e essa ingenuidade que eu quero levar pro resto da vida, mas a outra metade não consegue acreditar em mais uma palavra sequer que sai da boca de qualquer pessoa, e isso inclui meus amigos e parte da minha família, é tão triste! Detesto sentir que não posso contar com ninguém, detesto sentir quando alguém está sendo falso comigo, mentindo pra mim, quebrando aos poucos toda a inocência e ingenuidade que eu tenho e gosto de ter. Já tive a famosa vontade de mudar o mundo quando mais nova, quem não teve que atire a primeira pedra, mas aos poucos a gente vai percebendo que tampouco pode mudar o mundo que nos cerca, quanto mais o que está tão longe de nós, mas nem por isso devemos desanimar, mudanças acontecem aos poucos, um dia quem sabe possamos chegar lá...