Olho para você e imediatamente me remeto ao passado, em um tempo que parece tão distante, tão longe, um tempo que preciso resgatar do fundo da memória para ter certeza de que foi real. Naquele tempo, teu olhar era tudo e somente o que me importava; a delicadeza com que você segurava as minhas mãos bastava; o som das nossas risadas misturando-se nos dias frios e úmidos era o suficiente para aquecer meu coração. Hoje me pergunto: para onde foi aquele sentimento? O que aconteceu nesse meio tempo, nesse contratempo para que o amor tenha ido embora? Não sei em qual hora, em qual dia ou em qual momento deixei de sentir tudo o que sentia por você: as mãos trêmulas, o coração disparado, um pensamento todo dia, uma vontade sempre. Para onde o amor vai quando se desfaz? E por que sobra esse vazio permanente, insistente e insolente, esse espaço vago que não pode ser preenchido da mesma maneira que foi? E nunca será, porque nenhuma história é igual. Não é triste gostar tanto de alguém e, de repente, não sentir mais nada por essa pessoa? Olhar para ela e enxergar um quadro que já foi pintado mas, a tinta saiu com o tempo, e agora por mais que você possa pintar novamente, nunca será igual da primeira vez? Se me prendo á você ainda é porque me prendo ao passado, é porque não consigo entender para onde foi tudo o que cabia dentro do peito, e agora sem jeito, preciso confessar: talvez exista espaço para você na minha memória, mas o amor foi embora, agora cada um precisa seguir em paz.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Você pode ficar na minha memória
Olho para você e imediatamente me remeto ao passado, em um tempo que parece tão distante, tão longe, um tempo que preciso resgatar do fundo da memória para ter certeza de que foi real. Naquele tempo, teu olhar era tudo e somente o que me importava; a delicadeza com que você segurava as minhas mãos bastava; o som das nossas risadas misturando-se nos dias frios e úmidos era o suficiente para aquecer meu coração. Hoje me pergunto: para onde foi aquele sentimento? O que aconteceu nesse meio tempo, nesse contratempo para que o amor tenha ido embora? Não sei em qual hora, em qual dia ou em qual momento deixei de sentir tudo o que sentia por você: as mãos trêmulas, o coração disparado, um pensamento todo dia, uma vontade sempre. Para onde o amor vai quando se desfaz? E por que sobra esse vazio permanente, insistente e insolente, esse espaço vago que não pode ser preenchido da mesma maneira que foi? E nunca será, porque nenhuma história é igual. Não é triste gostar tanto de alguém e, de repente, não sentir mais nada por essa pessoa? Olhar para ela e enxergar um quadro que já foi pintado mas, a tinta saiu com o tempo, e agora por mais que você possa pintar novamente, nunca será igual da primeira vez? Se me prendo á você ainda é porque me prendo ao passado, é porque não consigo entender para onde foi tudo o que cabia dentro do peito, e agora sem jeito, preciso confessar: talvez exista espaço para você na minha memória, mas o amor foi embora, agora cada um precisa seguir em paz.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
A simplicidade do amor
Amar exige coragem
É alegria
No dia-a-dia
É contentamento
Sem mentiras
Amar exige ousadia
Espanta a tristeza
Não existe rotina
Amar é adrenalina
Enche de amor
A retina.
É alegria
No dia-a-dia
É contentamento
Sem mentiras
Amar exige ousadia
Espanta a tristeza
Não existe rotina
Amar é adrenalina
Enche de amor
A retina.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Ser feliz não custa caro
Aos poucos, com o tempo, tenho percebido que preciso de muito pouco para ser feliz, e torço para que os que estão em minha volta ou mesmo fora dela, percebam como é simples ser feliz e como podemos ser mais felizes se formos simples. Pode parecer clichê - como se a vida não fosse repleta deles! - mas o que além de boas companhias, amizades saudáveis e agradáveis, romances sinceros, uma família unida, coração sereno, saber lidar com partidas e um foco na vida, o que além disso precisamos para realização completa? O carro da última geração? O melhor tablet? O último celular que daqui a pouco vai ser quase uma relíquia? Pilhas e mais pilhas de dinheiro? Tudo bem, sem hipocrisia, dinheiro é importante e todos precisam. Precisamos de dinheiro para comer, precisamos de dinheiro para quando ficarmos doente, precisamos de dinheiro para comprar um - não precisa ser o melhor - presente para alguém especial, até uma rosa pode custar alguns reais; precisamos de dinheiro para vez em quando fazer uma viagem, adquirir e conhecer outras culturas, realizar alguns sonhos de infância, mas por favor, nada de extraordinário. O problema é que hoje em dia mais vale um status e quanto você carrega na carteira ou no banco do que quem você tem á sua volta e quais são os seus valores. Aliás, quanto custa seus valores? Até onde você os tem? Ninguém consegue entender a importância das coisas simples, o valor de uma amizade, a delicadeza e importância de um romance, um ato nobre. Me pego pensando que, infelizmente, não será agora que irão perceber, e a tendência é só piorar, vejo por todos os lados cada vez mais interesse no desnecessário e falta de personalidade para assumir que é fácil ser feliz, mas é difícil não querer ser notado, mesmo sabendo que um dia, isso terá sido em vão. Torço para que percebam que estar com quem se ama, em qualquer lugar bacana, é muito melhor do que o que se vai. É muito melhor ser do que ter. É indispensável ser feliz: e não custa caro.
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