Família... Palavra bonita. Sinônimo de amor, carinho, afeto, compreensão, ajuda e bom convívio. Infelizmente na grande maioria das vezes é só sinônimo, a prática é outra. Já pensei em me isolar do mundo, já me isolei no meu mundo algumas vezes, mas o mundo sempre bateu á minha porta pedindo para entrar, mandando eu ir conhecê-lo, vivê-lo. Digo e repito quantas vezes forem necessárias: Nunca entenderei como uma família pode não honrar o nome e o significado que carrega. Ligamos a televisão, lemos nos jornais e na internet, tantos males acontecem nas famílias, tantas desgraças e coisas desagradáveis, tanto ou mais quanto acontecem nas ruas com desconhecidos. O nosso primeiro contato com o mundo lá fora é justamente aqui dentro, dentro da nossa casa com a nossa família, então se não temos um convívio bom, se não existem bons exemplos, como poderemos ter um conceito de doçura do mundo lá fora? Como poderemos ser sonhadores? Como nos daremos o direito de acreditar que com outras pessoas a nossa vida será melhor se, com a família, as situações já são complicadas? Sei que na maioria das vezes, quando precisarmos, eles estarão lá por nós, naqueles momentos difíceis, mas me pergunto: E os outros?! Todos os outros momentos não são válidos? Eles podem nos dar péssimos exemplos, podemos escutar brigas diárias, podemos viver sob certos fingimentos para naquela hora difícil tudo ser esquecido? Esqueceremos? Não sei. Nosso caráter forma-se dentro de uma casa com desconhecidos até então, e é eles que nos ajudarão a ver o mundo de certa forma até termos independência para isso, por isso peço para os pais, para os futuros pais e para todos que tem compaixão dentro de seus corações: Por favor, mais doçura! Por favor, mais carinho e amor! Por favor, mais honra ao significado que a palavra família, na qual você estará condenado para sempre, contém: Mais honra com os sentimentos bons que ajudará na forma como você, eu e todos os membros de todas as famílias veremos o mundo.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Somewhere over the rainbow
Em algum lugar deve haver uma cidade onde exista só poetas, escritores e músicos. Poetas poetizando a vida, enfeitando o mundo; escritores criando vidas que não puderam viver; músicos cantando o que todos queremos dizer. Em algum lugar deve haver uma cidade onde quem mentir, será preso, quem enganar, será condenado, quem trair a confiança de alguém, será extirpado. Sem preocupações, cobranças, horários, pressa, falta de tempo, relógio, sem nada. Um lugar onde as pessoas tenham tempo para abraçar, para olhar nos olhos de um amigo e dizer: Bom dia, que o seu dia seja repleto de coisas boas. E não parecer louco. E não desejar isso só em datas de aniversário. E não esquecer que todos os dias estamos de aniversário, estamos vivos! Parar na frente de um desconhecido e ajudá-lo a carregar as compras, trocar meia dúzia de palavras, formar uma amizade, por que não? E não parecer louco. E parecer normal, porque somos pessoas, porque precisamos nos conhecer. Em algum lugar deve haver uma cidade em que não exista brigas diárias, calendário cheio de compromissos, lágrimas e falta de sorriso. Em algum lugar deve haver uma cidade em que ser gente e tratar as pessoas como pessoas não pareça louco, pareça natural; em que ajudar alguém jamais será para obter algo em troca; em que te desejem coisas boas todos os dias, livre de inveja, traições, mentiras e desonestidade. Em algum lugar deve existir uma cidade onde o ser humano seja humano. Como diria uma música um tanto quanto especial para mim: Somewhere over the rainbow.
domingo, 11 de agosto de 2013
Eu sinto vazios
Sinto um vazio no peito, é desolador como nada que faço adianta para lhe dar adeus, e ele grita, impede, implora: Me escute. Eu não o escuto, oras, quem quer escutar o eco dos próprios pensamentos? Eles me enlouquecem, me deixam á beira da insônia, precipício de uma noite mal dormida, e doída. Alguma coisa no meu peito está cheio, cheio de nada, cheio de traças de um passado que não faz mais parte, que partiu ao meio, foi embora para algum lugar distante, antes que eu pudesse obrigá-lo a ficar. Não quero enlouquecer, não quero não ter o controle sobre o que penso, sobre o que vem á tona quando deito a cabeça no travesseiro e choro baixinho: Dói, dói, dói. Mas dói o quê?! Não sei dizer, são essas cicatrizes da minha história, quando tento esquecê-las de alguma forma, tentando fazer algo á respeito para deixá-las de lado, é em vão: Eu sinto vazios no meu peito, e estou cheia deles.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Lembranças que preciso esquecer
Esquecer. Esqueceu. Esqueci. Esquecemos. Ainda teimo em parar na frente do espelho e conversar com meu reflexo, ainda insisto em tentar descobrir porque aparentemente as pessoas são tão descartáveis e substituíveis umas para as outras, não deveria ser o contrário? Nós não deveríamos correr atrás das pessoas que estão na nossa vida? E elas não deveriam correr atrás de nós? Não, com certeza não, não deveríamos correr atrás delas, e nem elas atrás de nós, porque deveríamos andar todos lado a lado, creio que esse é o maior problema. É triste e doído quando precisamos faxinar a memória, recolher fotografias antigas já caídas no chão do esquecimento e colocá-las nas lembranças, não é um processo fácil e rápido de fazer: Durante ele, relembramos tantos momentos, tantas felicidades, tantos e tantos sentimentos misturados e simplesmente deixados de lado, não lado a lado, lado oposto, sempre oposto: Não há mais posto para nós. Nós, que sempre fomos juntos descobrir a vida, nós que prometemos não ser como os demais, nós que dissemos que seríamos diferentes, nós que não somos mais. Decidi que seria como todos os outros: Fiz cartazes e espalhei pela casa, em cada canto há um "esqueça" pregado, amarrado ou costurado, sempre tento pegar essa pequena e dolorosa palavrinha e colocá-la na mente de vez, trancá-la á sete chaves, costurá-la á mim como Peter Pan costura sua sombra, mas houve um erro: Esqueci que deveria esquecer quem me esqueceu. E agora, Romeu que não esqueceu Julieta, e agora, você que vive de sombras da sua memória, e agora, eu peço que me conte, como esquecer se esqueci: Como se esquece o que é importante?
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Sou o que a vida é: Sou momentos
As mais belas lembranças pairam de repente á frente dos meus olhos, onde olho-os no espelho, observando cada esconderijo que eles possuem, labirintos de histórias que já deram lugar á memórias. Sinto-me estranha ao pensar que ao decorrer do dia acumulamos o que vivemos, momentos que temos que passar para mais tarde relembrar com um sorriso, uma lágrima, uma mágoa ou felicidade. Ao continuar me olhando no espelho e estudando cada centímetro dos meus olhos que, nesse momento, encheram-se de água, não sei decidir se sou feliz ou triste. Acho que quem se define não se conhece, porque nós mudamos diante de acontecimentos variáveis. Eu sou o que sou agora, e agora não sei dizer o quê. Daqui a pouco poderei transbordar sorrisos e, logo mais, inundar de tristeza. Escrevendo agora, percebo que sou o que a vida é: Sou momentos.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Até tu, Brutus?!
Você já teve um amigo que achou e jurou que a amizade seria para sempre? Já teve a gafe de jurar amizade eterna e acordar decepcionado no outro dia? Você já passou por uma desilusão de amizade? Pois é, eu também. Um dia você tem aquela amizade, aquela pessoa que até então prometeu estar com você para o que der e vier, diz que você é uma das pessoas mais importantes da vida dela, faz planos com você, troca conselhos, divide segredos e o peso do mundo, torna a vida mais fácil e dispõe mais razão para nós querermos viver, achando até a vida mais bonita. Aquela pessoa é a sua base, uma das únicas, ou talvez a única, que te faz ter esperança quando você está em uma situação difícil, ela te levanta, te estende as duas mãos, oferece o ombro para quando a tristeza bater, te abraça quando você se sente incompreendido, mesmo sabendo que ela te compreende, e diz que vai ficar tudo bem. Colo de amigo parece colo de mãe. O problema é quando o mundo gira para o lado oposto do que você estava acostumado, o pior é quando aquela amizade querida e amada torna-se pó, torna-se nada, e você não sabe se sente dor, tristeza, mágoa ou raiva. De repente, durmo achando que não passa de um pesadelo, acordo tendo certeza de que estou vivendo-o. Como é que de uma hora para outra um amigo torna-se um desconhecido completo? Para quem você vai contar os seus segredos e trocar conselhos? Quem é que vai te acalmar quando o mundo não te entender? Quem é que vai gargalhar com você, especialmente por uma coisa tão insignificante mas que, para vocês, tem todo o significado por trás? Como é que você vai continuar acreditando nas pessoas, depositando sua fé e confiança quando uma amizade de anos e, aparentemente tão inquebrável, tornou-se cacos espalhados no chão? Como é que você vai conseguir caminhar nesse chão sem pisar nos cacos? Sem doer a sola dos seus pés? Você perde a sua base e a sua fé. Descrença. Não compreendo, e pretendo não compreender jamais, não quero fazer parte desse grupo de pessoas que joga amizades importantes no lixo da memória, no esquecimento, em um canto qualquer. Não quero fazer parte dessas pessoas que magoam, prometem e não cumprem, juram em vão, cortam laços e transformam em nós, nos sufocando com tamanha decepção. Eu sempre valorizei minhas amizades, sempre achei que a amizade é um dos maiores presentes que se possa adquirir nessa vida. E agora, o que eu faço quando precisar rir com você? Para onde eu corro quando precisar dividir meus medos e receios? Com quem eu compartilho os meus segredos? Em quem eu vou acreditar outra vez? Essas amizades "inseparáveis" é que machucam no final.
domingo, 4 de agosto de 2013
Hoje foi um dia cinza
Hoje não foi um dia bom. Não gosto de dizer que não foi um dia bom, não gosto dos sentimentos que tenho ao ler essa frase mas, preciso ser franca. Hoje foi um dia cinza, nublado, sem uma parcela de sol atrás das nuvens, foi escuro, e empoeirado. Hoje foi um daqueles dias que você não sabe porque ele existiu, preferia ficar na cama até as vinte e quatro horas acabar. Foi um daqueles dias que parece que tudo está em conspiração contra você, nada tende a funcionar, ninguém te dá um sorriso de graça. Hoje foi um dia que, se vendessem sorrisos, eu seria a primeira a comprar, e se vendessem abraços, também. Qual é a casa mais aconchegante que um abraço? Qual é o melhor alimento se não o amor? Hoje não foi um dia bom, mas não importa o quanto o meu dia seja escuro, sem raios solares e a imensidão do céu azul claro, eu sempre terei o meu cantinho aqui para desabafar, eu sempre poderei enfeitar os meus dias com palavras doces, sinceras, sonhadoras. Não importa o quanto o meu e o seu dia sejam ruins, nós sempre teremos a magia das palavras que confortam.
sábado, 3 de agosto de 2013
Eu morri por causa das flores
Eu morri de amores, me atiraram flores, acertou bem no coração. Lembro-me de ter caído no chão, mas parecia mais o céu, tudo isso ocorreu com o estopim da tua delicadeza que eu não suportei. Tuas palavras ecoando nos cantos da minha memória, o jeito que você conduzia uma dança e parava o salão inteiro, parecia um filme de romance. Eu respirei, suspirei e, por fim, contei até três, tentando não parecer aquelas pessoas que quando estão felizes, temem, achando que no segundo seguinte tudo acabará. Tudo bem, não deu certo, você me deu tudo o que eu sempre quis, e eu percebi que não era o que eu queria, era o que eu achava que queria. Ou será que de fato, não suportei a felicidade? Não importa agora, ainda sinto a batida das pétalas ecoando bem no coração, os segundos que esse ato perdurou pareceram anos. Foi um jeito bonito de partir da sua vida, assim, tão enfeitado, deixando uma lembrança bonita, exatamente igual as flores que você me atirou.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Seja paz em meio á guerra: Seja sorrisos
Torne a vida das pessoas ao seu redor, e as que não estão também, mais bonita: Sorria mais. Mostre que as vezes, para um dia valer a pena, basta preenche-lo com pequenos gestos, gestos esses que foram esquecidos e trocados pela pressa do dia-a-dia, pela falta de amor com o próximo, pela falta de compreensão. A solução é tão simples, está diante dos nossos olhos e mesmo assim a humanidade só caminha para o seu declínio. Digo e repito, para que talvez entre em algum ouvido que esteja disposto a me ouvir: Sorria mais. Guarde como lema de vida, assim nunca esquecerá. Em meio ao caos, em meio á guerra, em meio á tudo, seja inteiro, seja paz: Sorria sempre. Isso não está comparado com esconder a sua dor, ou sorrir na frente dos outros e sentir-se triste ao ficar sozinho, está comparado com você enfeitar o dia da outra pessoa com um sorriso que fará ela feliz e, consequentemente, fará você feliz com o sorriso em retorno. Se ela não mostrar os dentes, não tem problema, pelo menos você está fazendo a sua parte, colorindo de lápis de cor o mundo preto e branco dela. Seja paz em meio á guerra, seja flor quando tudo for horror, seja música quando não sobrar mais nada: Seja sorrisos na vida de alguém.
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