segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Até tu, Brutus?!


Você já teve um amigo que achou e jurou que a amizade seria para sempre? Já teve a gafe de jurar amizade eterna e acordar decepcionado no outro dia? Você já passou por uma desilusão de amizade? Pois é, eu também. Um dia você tem aquela amizade, aquela pessoa que até então prometeu estar com você para o que der e vier, diz que você é uma das pessoas mais importantes da vida dela, faz planos com você, troca conselhos, divide segredos e o peso do mundo, torna a vida mais fácil e dispõe mais razão para nós querermos viver, achando até a vida mais bonita. Aquela pessoa é a sua base, uma das únicas, ou talvez a única, que te faz ter esperança quando você está em uma situação difícil, ela te levanta, te estende as duas mãos, oferece o ombro para quando a tristeza bater, te abraça quando você se sente incompreendido, mesmo sabendo que ela te compreende, e diz que vai ficar tudo bem. Colo de amigo parece colo de mãe. O problema é quando o mundo gira para o lado oposto do que você estava acostumado, o pior é quando aquela amizade querida e amada torna-se pó, torna-se nada, e você não sabe se sente dor, tristeza, mágoa ou raiva. De repente, durmo achando que não passa de um pesadelo, acordo tendo certeza de que estou vivendo-o. Como é que de uma hora para outra um amigo torna-se um desconhecido completo? Para quem você vai contar os seus segredos e trocar conselhos? Quem é que vai te acalmar quando o mundo não te entender? Quem é que vai gargalhar com você, especialmente por uma coisa tão insignificante mas que, para vocês, tem todo o significado por trás? Como é que você vai continuar acreditando nas pessoas, depositando sua fé e confiança quando uma amizade de anos e, aparentemente tão inquebrável, tornou-se cacos espalhados no chão? Como é que você vai conseguir caminhar nesse chão sem pisar nos cacos? Sem doer a sola dos seus pés? Você perde a sua base e a sua fé. Descrença. Não compreendo, e pretendo não compreender jamais, não quero fazer parte desse grupo de pessoas que joga amizades importantes no lixo da memória, no esquecimento, em um canto qualquer. Não quero fazer parte dessas pessoas que magoam, prometem e não cumprem, juram em vão, cortam laços e transformam em nós, nos sufocando com tamanha decepção. Eu sempre valorizei minhas amizades, sempre achei que a amizade é um dos maiores presentes que se possa adquirir nessa vida. E agora, o que eu faço quando precisar rir com você? Para onde eu corro quando precisar dividir meus medos e receios? Com quem eu compartilho os meus segredos? Em quem eu vou acreditar outra vez? Essas amizades "inseparáveis" é que machucam no final.


5 comentários:

  1. "Essas amizades "inseparáveis" é que machucam no final." disse tudo Carol, eu ja tive inumeras amizades assim tbm, se dizem nossos amigos e depois nos deixam cheios de mágoas e desconfianças =[

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  2. aiii, acabei lembrando de pessoas que diziam ser meus amigos, coisinha doída essa de acreditar ç.ç

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  3. uma ótima escolha de título p/ um textos desses... incrível!

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  4. "Colo de amigo parece colo de mãe. O problema é quando o mundo gira para o lado oposto do que você estava acostumado, o pior é quando aquela amizade querida e amada torna-se pó, torna-se nada, e você não sabe se sente dor, tristeza, mágoa ou raiva." essa doeu na alma =\

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